O Cajueiro (Anacardium occidentale) é uma árvore da familia Anacardiaceae, típica do Nordeste brasileiro.
Na natureza existem dois tipos: o comum (ou gigante) e o anão. O tipo comum pode atingir entre 5 e 12 metros de altura, mas em condições muito propícias pode chegar a 20 metros. O tipo anão possui altura média de 4 metros.
Seu fruto, a castanha de caju, tem uma forma semelhante a um rim humano; a amêndoa contida no interior da castanha, quando seca e torrada, é popularmente conhecida como castanha-de-caju. Prologando-se ao fruto, existe um pedúnculo (seu pseudofruto) maior, macio, piriforme, também comestível, de cor alaranjada ou avermelhada; é geralmente confundido como fruto. Designado como pedúnculo ou pseudofruto, esta estrutura amadurece colorido em amarelo e/ou vermelho e varia entre o tamanho de uma ameixa e o de uma pêra (5–11 cm).
Suas folhas são obovadas (isto é, têm a forma de um ovo invertido), apresentando-se coriáceas e subcoriáceas. As flores dispõem-se em panículas. As flores são melíferas, atraindo muitas abelhas.
Floração: junho a novembro. Maturação dos frutos de setembro até janeiro.
As sementes (castanhas com casca) possuem baixa germinação quando semeadas diretamente; devem ser tratadas para eliminar os inibidores de germinação; isso pode ser obtido deixando-as em repouso dentro da água durante 48 horas, porém trocando-se a água a cada 8 horas. Semeá-las em seguida diretamente em embalagens individuais contendo substrato arenoso enriquecido de matéria orgânica. A emergência demora 10 a 20 dias e a germinação geralmente é alta. Manter as mudas a pleno sol até que alcancem mais de 30 centímetros, quando estarão prontas para o plantio no local definitivo. O desenvolvimento das plantas no campo é lento.
Periquitos (que não esperam a maturação para se alimentar), beija-flores, saíras, tiês e sanhaços.
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Endêmica do Nordeste brasileiro, é cultivada em boa parte do país, em clima tropical.